Acho que todo mundo, em qualquer lugar do mundo, já teve a sensação de estar nadando contra uma onda que não acaba nunca. Quanto mais força você faz mas fica a impressão de que está no mesmo lugar. E vem a sensação de cansaço que não é físico. E como se seu espírito, alma, ou coisa que o valha estivesse prestes a jogar a toalha. Apesar de tantos anos de vida sinto como se não tivesse caminhado tanto o que se torna um contrasenso para quem se diz cansado. Ou seja, tou além da velocidade: parado.
Nesses momentos, eu que sempre me considerei onipotente, convivo com o sentimento de fracasso por não conseguir ver feliz algumas pessoas que amo. E como se a dor delas fosse uma responsabilidade minha. Mas como ajudar alguém a ser feliz se eu mesmo não estou me sentindo capaz de virar o jogo?
Se me canso espiritualmente com o convívio de companheiros de trabalho que fazem da mediocridade o norte das suas vidas. E que faço eu metido num lugar onde a máxima é tirar o máximo de quem tem o mínimo ? Não estou falando da Receita Federal e sim de um lugar onde o nome de Deus está em todas as bocas, da boca pra fora. E se a volta pra casa não se torna o repouso do guerreiro mas a nau dos insensatos, tudo o que faz você deseja é que ela vire de uma vez pra que você caia fora. Seja pra que lado for.Diante de tudo isso dá uma vontade imensa de chutar o balde, mesmo que a água caia sobre a minha cabeça. Acho que estou perdendo a capacidade de inventar o que coloca em sério risco o personagem que inventei e que carrego comigo ao longo da vida.
"Estive doente
doente dos olhos, doente da boca,dos nervos até,
dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever
eu quero um punhado de estrelas maduras
eu quero a doçura do verbo viver."
"De um louco anônimo"
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Teje preso, teje solto
No mês mês passdo, o covarde assassinato de Sandra Gomide completou nove anos. O criminoso, Pimenta Neves, continua solto por aí, curtindo a vida ao lado de outra mulher que deve achar que a Sandra deve ter feito algo para merecer um tiro pelas costas. Essa, pelo menos, não pode alegar surpresa se levar também um tiro do bandido. Talvez para comemorar tão triste data, o Supremo acaba de colocar Gil Rugai, aquele que matou o pai e a madrasta em liberdade. E como já fez com tantos criminosos como Guilherme de Pádua e Paula Thomás, assassinos da Daniela Peres, certamente vai colocar mais gente desse tipo na rua, convivendo com você no cinema, no shopping, nas ruas. Até o próximo tiro. Diante dessa benevolência da justiça brasileiroa não é difícil de adivinhar que o safado do médico famoso que violentou tantas pacientes esteja breve, de volta à clínica, pronto para continuar a praticar seus crimes que mancharam a classe médica brasileira.
Se fosse o Mercadante poderia colocar minha opinião no mercado e ver se algum Renan da vida pagaria por ela. Mas não dá. Diante desse quadro de impunidade total em todos os campos, só posso sugerir; soltem todos eles, mas antes me botem em cana que é preu não correr risco de vida.
Se fosse o Mercadante poderia colocar minha opinião no mercado e ver se algum Renan da vida pagaria por ela. Mas não dá. Diante desse quadro de impunidade total em todos os campos, só posso sugerir; soltem todos eles, mas antes me botem em cana que é preu não correr risco de vida.
domingo, 16 de agosto de 2009
O filho blódigo
Todo dia eu acordo pensando que vou voltar a escrever no meu blog. Afinal é uma das formas de manter contato com pessoas que me são tão queridas. Só que do pensamento à ação existe uma atividade profissional que nessa altura do campeonato deveria ser bem menor. Afinal, acordar às quatro e meia da manhã, sair para Inhaúma(quem te conhece não te esquece), voltar no final da tarde, dar um oi para o cachorro, levar a mulher pra dar uma volta(epaaa, é o contrário) e retornar ao trabalho agora na agência de notícias esportivas. E ainda guardar um tempo para acompanhar a briga de dois safados(edir macedo x família marinho) numa batalha onde não existem heróis. Só vilões. Ou seja, dormindo quatro a cinco horas por noite e trabalhando 14 horas, vou jogando o blog pra amanhã, pra amanhã.
Bem, o amanhã agora é hoje. Domingo de um incrível céu azul, 20 graus, a caminhada na orla e uma sessão de sol me espera, mas eu agora resolvi dar uma de macho e anunciar: atenção: o meu filho blódigo voltou à vida. Vou retomar prometo porque as coisas estão acontecendo e tem muito palpite pra ser dado. Na vida dos outros, principalmente. Estamos de volta. Apareça quem puder.
Bem, o amanhã agora é hoje. Domingo de um incrível céu azul, 20 graus, a caminhada na orla e uma sessão de sol me espera, mas eu agora resolvi dar uma de macho e anunciar: atenção: o meu filho blódigo voltou à vida. Vou retomar prometo porque as coisas estão acontecendo e tem muito palpite pra ser dado. Na vida dos outros, principalmente. Estamos de volta. Apareça quem puder.
sábado, 18 de julho de 2009
Coração enchuvarado
Eu também fui ao show do Roberto Carlos no Maracanã. Foi uma chuva de emoções de onde saí molhado externa e internamente.É claro que todo mundo conhecia tudo e tinha alguma história vinculada ao passado musical do Rei. Mesmo porque assim como aconteceu com Chico Buarque, Caetano e Gil,a inspiração de RC parou nos anos oitenta. Parece que o final da ditadura reduziu a capacidade de produzir genialiadades dos nossos ícones, mas a produção dessa turma no passado já é suficiente para alimentar o futuro de forma infinita.
Voltando ao show do Maraca foi impossível não ouvir algumas músicas e não me lembrar do Recife, principalmente da Encruzilhada. E do programa Jovem Guarda que ia ao ar, em vídeo(que coisa antiga!) no mesmo dia em que participei da minha última quadrilha antes de trocar minha cidade por Brasília. Foi um mês de ensaios onde eu tive a bela Tuca como par mas, mísero estudante, descobri que ela tinha olhos postos no futuro. Acabou casando com um engenheiro que dançava, salvo engano, com uma das minhas irmãs.
Ah, mais como era bom a gente sair do programa e se encontrar na frente da casa da Rosário para conversar e dançar, ensaiar paqueras que quase nunca iam adiante. Tudo isso veio a minha cabeça quando a gente cantava no Maracanã as velhas canções que acompanharam as nossas vidas. E também lembrei do dia que tomamos um esporro gigante da dona Mariinha, mãe de Carmem, porque estávamos cantando Quero que vá tudo para o inferno, depois de uma chuvarada que alagou metade do Recife. Segundo ela, aquela música atraía coisa ruim. Hoje até aquela lembrança é boa.
As músicas do Roberto Carlos são detalhes quase que perfeitos na vida da minha geração. E naquela noite do Maracanã, revivendo emoções, percebo que a minha vida, apesar dos tropeços, tem sido legal e se chotei ou se sorri, o importante é que emoções eu continuo vivendo.
Voltando ao show do Maraca foi impossível não ouvir algumas músicas e não me lembrar do Recife, principalmente da Encruzilhada. E do programa Jovem Guarda que ia ao ar, em vídeo(que coisa antiga!) no mesmo dia em que participei da minha última quadrilha antes de trocar minha cidade por Brasília. Foi um mês de ensaios onde eu tive a bela Tuca como par mas, mísero estudante, descobri que ela tinha olhos postos no futuro. Acabou casando com um engenheiro que dançava, salvo engano, com uma das minhas irmãs.
Ah, mais como era bom a gente sair do programa e se encontrar na frente da casa da Rosário para conversar e dançar, ensaiar paqueras que quase nunca iam adiante. Tudo isso veio a minha cabeça quando a gente cantava no Maracanã as velhas canções que acompanharam as nossas vidas. E também lembrei do dia que tomamos um esporro gigante da dona Mariinha, mãe de Carmem, porque estávamos cantando Quero que vá tudo para o inferno, depois de uma chuvarada que alagou metade do Recife. Segundo ela, aquela música atraía coisa ruim. Hoje até aquela lembrança é boa.
As músicas do Roberto Carlos são detalhes quase que perfeitos na vida da minha geração. E naquela noite do Maracanã, revivendo emoções, percebo que a minha vida, apesar dos tropeços, tem sido legal e se chotei ou se sorri, o importante é que emoções eu continuo vivendo.
domingo, 5 de julho de 2009
Uma conversa de amor
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Sobre casamento, ausência e amor de mãe
A palavra casamento é razão de ser de muitos dos blogs que vejo à minha direita, na lista de seguidores do Criative-se. São blogs que contam a história de quem vai casar, de quem já casou, de quem faz festa para quem vai casar, de quem expõe fotos de quem já casou. O próprio Criative-se já contou as histórias de amor – e casamento também – de várias pessoas.
Pois rendo-me ao tema para contar: meu filho vai casar! De papel passado, com direito à igreja, fraque e festa. E ainda vou cruzar, de mãos dadas com ele, todo o trajeto que o levará ao altar e ao encontro daquela que já é sua mulher desde o dia em que eles se escolheram, mas especialmente há quase dois anos, tempo em que vivem juntos.
Eles são muito felizes, se amam e estão curtindo, com pouca grana e muito entusiasmo, todos os milhares de preparativos que giram em torno do evento. Em alguns deles, estou pessoalmente envolvida – e as demais Criativas também - ajudando, sugerindo, escolhendo cores e detalhes. Mas, realmente, o que me dá mais prazer em tudo isso é poder olhar de fora o bem que é vê-lo assim...amando sua mulher e construindo com ela algo cujos pilares foram cimentados também na vida que experimentamos enquanto cabia a mim e ao pai a tarefa de fazê-lo mais que o garotinho de cabelos encaracolados, que foi e será sempre o meu menino sabido, o meu afeto mais puro. (Ei...Ana Luiza, esse post é para o João e meu amor por você é igual. Não sinta ciúmes. Ainda vou escrever para você!!!)
Primeiro filho nos faz viver as sensações mais incríveis, o prazer mais intenso, a dor mais aguda. É viver um novo para o qual não houve aprendizado. É conhecimento, susto, intensidade, alegria, cansaço, medo, certeza, paixão, choro e sorriso no rosto. Fui muito feliz com meu filho e algumas de suas tristezas me fizeram também mergulhar no poço mais escuro e intransponível. Todas as vezes em que chorou, fez lágrimas em meu coração, impondo-me a revelação de que, ao contrário do que gostaria de ter sido sempre, não consegui a tão sonhada onipotência para não fazê-lo sofrer.
Sim, sei que somos todos forjados na dor, que é ela que nos fortalece e ensina. Mas qual mãe quer ver a dor do filho, ainda que seja só e unicamente o caminho que leva ao bem e ao prazer. Nessas horas, minha sabedoria sempre esteve ao rés do chão. Só queria o bem, só quero o bem, só quero consertar tudo e proteger. Mas nem sempre foi assim e quando não foi, me possibilitou ainda conhecer e viver intensamente a compaixão. Hoje, quando tantas vezes procuro a compaixão, reconhecendo-me na dor do outro para ser capaz de ajudar, percebo que experimentei e aprendi através do amor por meus filhos.
Outro dia, em meio aos preparativos do casamento, me lembrei do sentimento tão doído que vivi quando ele saiu de casa e foi viver com Mariana. Foram longos dias de uma ausência tão intensa, sentida como se um espaço vazio me tivesse feito refém. Naquele período vivi as mais estranhas sensações; do abandono – sim, mães independentes, inteligentes, profissionais e bem preparadas também se sentem assim – à melancolia; da solidão à noção de que, também ao contrário do que imaginava e previa, a ideia da finitude começava a se desenhar na minha frente. A imortalidade highlander que delirantemente pensava para mim, desfez-se. Senti a escala do tempo, a força cronológica dos anos a me revelar: “Ei, cara, acorda...seu filho mais velho já até saiu de casa e isso, inevitavelmente, veio também para te revelar que o tempo disparou e que esse relógio é tão ingrato quanto incontrolável”.
Senti falta das coisas do cotidiano, da chave na porta, do som da televisão no quarto. Senti falta da presença, do beijo diário e até mesmo da ausência que nos era comum, da porta do quarto fechada, que tanto indicava que ele ali estava, como revelava os horários loucos da Residência em Pediatria, plantões, saídas e afins.
Mas da mesma forma que me senti tomada por esse sentimento de ausência do filho em minha vida, um dia tudo passou. E ficou aquilo que realmente importa e que expressa o que, olhando de fora, sou capaz de ver diante dos poucos meses que nos separam do dia do casamento.
Como é bom vê-lo grande, homem, do bem, ideologicamente intenso. Filho querido e a quem amo tanto...só te quero feliz. Vê-lo feliz sempre e pra sempre fará diferença na minha vida.
Aos leitores do Criative-se, peço compreensão para uma crônica absolutamente pessoal. Até a próxima sexta!!
domingo, 28 de junho de 2009
Eles estão entre nós
Sempre acho meio estranho quando alguém critica os políticos como se a gente não tivesse nada com isso. Como se os Sarneys, Zédirceus, Renans, Garotinhos e cia, tivessem vindo de outro planeta para ocupar senados,câmaras e outros redutos do poder em nosso país. Eles são gente como a gente embora parte da gente nada a tenha a ver com eles. Essa turma é produto da nossa sociedade. Eles são vizinhos de alguém e este alguém um dia votou neles para vereador. Talvez pensando numa retribuição ou, quem sabe, com boa intenção. Esse vereador foi galgando posições e se transforma em isso que a gente vê refletida nas páginas dos jornais e nos noticiários da tevê.
Assim como nossos representantes da justiça(?), eles são produto da sociedade em que vivemos. Acho que o Brasil tem melhorado muito nos últimos anos em relação à ética e às cobranças sobre o comportamento dos parlamentares, mas vai ser preciso muito tempo para que se mude a cultura do povo.
Quando vejo meninos/as de 15/16 anos, cujos pais pagam mil pratas de mensalidade no Colégio Franco/Brasileiro, roubando chocolates nas Lojas Americanas como se fosse uma grande diversão, eu sempre penso que aquela garotada tem todo o potencial para se transformar num político ladrão ou num juiz desonesto. Tudo começa numa brincadeira na prateleira e acaba nos bolsos dos contribuintes. São nossos vizinhos, nossos parentes, talvez, gente que a gente conhece começando a trilhar o caminho que a gente bem sabe onde vai levar.
Assim como nossos representantes da justiça(?), eles são produto da sociedade em que vivemos. Acho que o Brasil tem melhorado muito nos últimos anos em relação à ética e às cobranças sobre o comportamento dos parlamentares, mas vai ser preciso muito tempo para que se mude a cultura do povo.
Quando vejo meninos/as de 15/16 anos, cujos pais pagam mil pratas de mensalidade no Colégio Franco/Brasileiro, roubando chocolates nas Lojas Americanas como se fosse uma grande diversão, eu sempre penso que aquela garotada tem todo o potencial para se transformar num político ladrão ou num juiz desonesto. Tudo começa numa brincadeira na prateleira e acaba nos bolsos dos contribuintes. São nossos vizinhos, nossos parentes, talvez, gente que a gente conhece começando a trilhar o caminho que a gente bem sabe onde vai levar.
domingo, 14 de junho de 2009
O som da volta
Poucas coisas têm me dado mais prazer nesta vida do que ouvir o barulho da chave na porta. Sei que este é um sentimento que deve ser compartilhado por milhares de pessoas que passam a vida esperando que alguém volte. Em todos os sentidos. E para quem tem filhos, ouvir este som é a melhor resposta que se pode ter para todas as dúvidas e inquietações que passam pela cabeça da gente neste desvairado mundo que a gente.
Eu sempre me acostumei a regular meu sono pela atividade noturnas dos meus filhos. Quando o celular não era um bem tão comum quanto relógio de pulso, costumava sair de casa às duas da madrugada no Leblon para tomar café no Fran em companhia de outros perdidos na noite enquanto João Henrique não chegava. Ou então, entrava no mercado 24 horas e ficava passeando entre prateleiras e olhando globais que faziam compras naquele horário para fugir da patuléia. E descobri que existiam outros tipos exóticos como eu certamente parecia aos olhos do porteiro do meu prédio.
Agora não moro mais no Leblon, só alguns bares ficam aberto nas noites das Laranjeiras e não posso mais ficar rodando pelas ruas durante a madrugada. Acabaria virando noticiário policial na internet. Por isso, continuo regulando minhas noites de sono pelo som da chave na porta. Tenho uma filha baladeira que me faz dormir por intervalos. E se acordo no meio da madrugada e vejo que ela não chegou fico a esperar sua presença através dos sons. É o elevador barulhento que para no andar, e, principalmente, o barulho da chave na porta. O "trinc" tem o poder de me devolver imediatamente o sono perdido e me preparar para a aventura da noite seguinte quando a Ana Luíza partir para curtir sua incontável legião de amigos que se espalham, para a minha angústia, por dezenas de lugares do Rio de Janeiro. Mas tudo voltará ao normal assim que eu escutar o barulho da chave na porta.
Eu sempre me acostumei a regular meu sono pela atividade noturnas dos meus filhos. Quando o celular não era um bem tão comum quanto relógio de pulso, costumava sair de casa às duas da madrugada no Leblon para tomar café no Fran em companhia de outros perdidos na noite enquanto João Henrique não chegava. Ou então, entrava no mercado 24 horas e ficava passeando entre prateleiras e olhando globais que faziam compras naquele horário para fugir da patuléia. E descobri que existiam outros tipos exóticos como eu certamente parecia aos olhos do porteiro do meu prédio.
Agora não moro mais no Leblon, só alguns bares ficam aberto nas noites das Laranjeiras e não posso mais ficar rodando pelas ruas durante a madrugada. Acabaria virando noticiário policial na internet. Por isso, continuo regulando minhas noites de sono pelo som da chave na porta. Tenho uma filha baladeira que me faz dormir por intervalos. E se acordo no meio da madrugada e vejo que ela não chegou fico a esperar sua presença através dos sons. É o elevador barulhento que para no andar, e, principalmente, o barulho da chave na porta. O "trinc" tem o poder de me devolver imediatamente o sono perdido e me preparar para a aventura da noite seguinte quando a Ana Luíza partir para curtir sua incontável legião de amigos que se espalham, para a minha angústia, por dezenas de lugares do Rio de Janeiro. Mas tudo voltará ao normal assim que eu escutar o barulho da chave na porta.
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