Voltar ao Recife é sempre um reencontro/confrontação com meu presente e, principalmente, com o meu passado. De uma forma ou de outra é sempre bom o reencontro com a família, mas o que sinto a cada visita é que a minha alma vai se desprendendo daquela terra como se eu não me identificasse com o lugar onde nasci. O que não significa que esteja virando um carioca de segunda classe. Moro aqui, meus filhos e minha mulher são cariocas mas me sinto um cidadão permenentemente em trânsito.
O que acontece é que a cada visita sinto minha linda cidade natal cada vez mais desfigurada e, para não sofrer vendo o estado lastimável dos prédios da Guararapes e Conde da Boa Vista, prefiro acreditar que sou um turista que nada tem a ver com aquele abandono que as sucessivas administrações nos legaram. Assim como nada tenho a ver com Dona Lindu. aquele mostrengo criado em Piedade, à revelia da população. Um monumento ao puxasaquismo que só menospreza os homenageados.
Por isso vesti minha alma de turista e preferi curtir o maravilhoso calçadão de Boa Viagem, á agua de Porto de Galinha, a vista da Enseada dos Corais. Tudo o que me faz esquecer que Cajueiro é a "treva" e sair ou chegar lá é uma aventura desgastante e sinistra. Alí, só imitando a Angélica e ir de taxi. Que, aliás, demora paca a chegar.
Por Recife, desfiei meu Rosário de lembranças agradáveis e visitei a pracinha alegremente alternativa da Carmo. Peguei uma marola em Olinda com gente que posso ficar sem ver a vida inteira mas que é como se tivesse visto ontem. Aliás, o que seria de mim em Recife sem minhas amigas de intensidade variada? Como eu poderia ter ido embora de Recife sem conhecer aquela turma animada que transforma a paz em objetivo único. Se eu vivesse lá, eu certamente gostaria de ser um deles. Por mais que tenha ficado calado, sorri o tempo inteiro.
Já no Catamarã......
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Gostos e desgostos
Ao entrar de férias descubro que estou vivendo fora do mundo real . Afinal, nunca vi um filme dos neo-vampiros e sempre fico boiando quando alguém começa a falar sobre qualidades dos personagens de uma história que, francamente, não me interessa. Já me bastam os vampiros que me cercam cotidianamente na rua ou no trabalho.
Também não acompanho séries de televisão, o que me exclui de outro grupo. Seriado pra mim era o do zorro ou do batman, o que já uma prova de antiguidade. Afinal, não suporto o batman dark criado pelo tim burton e que se tornou marca oficial. Gosto daquela turma escrachada do comissário Gordon e do Sargento Ohara, além da mais exótica fauna de vilões que a ficção já produziu.
Detesto conversas sobre o pré-sal. A muito custo, consegui ler uma matéria didática sobre o assunto só pra não fazer cara de idiota quando o assunto entra na pauta.
Odeio filme iraniano, israelense ou qualquer coisa tachada de genial pelos nossos críticos que se especializaram em traduzir e copiar opiniões dos malas estrangeiros. Também abomino filme brasileiro metido a inteligente onde a chatura é o enredo principal. Quando vejo o andrógino bonequinho do globo aplaudindo de pé, tenho vontade de arrastar a cadeira para que ele caia quando tentar sentar. No bom sentido, é claro.
Que posso fazer se adoro chanchadas da Atlântida(filmes nacionais da década de 60) musicais americanos do bom tempo do escapismo, filmes de cowboys com bastante tiro onde o índio é sempre vilão.
Sou politicamente incorreto. Acho o PT um partido fascista apesar de achar Lula uma figuraça que está sabendo curtir a presidência com todas as suas vantagens. E parafraseando minha irmã Dena: detesto todas as minorias que vivem de levar vantagem sobre a maioria. E quero distância de flamenguistas quando estão exercendo o seu desvario.
Antes que os meus escassos leitores achem que não gosto de nada. Gosto de sol. E espero que ele brilhe para todos. Principalmente para as pessoas que fazem parte do meu mundo afetivo. Acho que isso é suficiente. Por enquanto.
Também não acompanho séries de televisão, o que me exclui de outro grupo. Seriado pra mim era o do zorro ou do batman, o que já uma prova de antiguidade. Afinal, não suporto o batman dark criado pelo tim burton e que se tornou marca oficial. Gosto daquela turma escrachada do comissário Gordon e do Sargento Ohara, além da mais exótica fauna de vilões que a ficção já produziu.
Detesto conversas sobre o pré-sal. A muito custo, consegui ler uma matéria didática sobre o assunto só pra não fazer cara de idiota quando o assunto entra na pauta.
Odeio filme iraniano, israelense ou qualquer coisa tachada de genial pelos nossos críticos que se especializaram em traduzir e copiar opiniões dos malas estrangeiros. Também abomino filme brasileiro metido a inteligente onde a chatura é o enredo principal. Quando vejo o andrógino bonequinho do globo aplaudindo de pé, tenho vontade de arrastar a cadeira para que ele caia quando tentar sentar. No bom sentido, é claro.
Que posso fazer se adoro chanchadas da Atlântida(filmes nacionais da década de 60) musicais americanos do bom tempo do escapismo, filmes de cowboys com bastante tiro onde o índio é sempre vilão.
Sou politicamente incorreto. Acho o PT um partido fascista apesar de achar Lula uma figuraça que está sabendo curtir a presidência com todas as suas vantagens. E parafraseando minha irmã Dena: detesto todas as minorias que vivem de levar vantagem sobre a maioria. E quero distância de flamenguistas quando estão exercendo o seu desvario.
Antes que os meus escassos leitores achem que não gosto de nada. Gosto de sol. E espero que ele brilhe para todos. Principalmente para as pessoas que fazem parte do meu mundo afetivo. Acho que isso é suficiente. Por enquanto.
domingo, 15 de novembro de 2009
Blogueiro sem vergonha
Foi preciso que a Mariana me contasse que havia escrito sobre o texto que eu tinha feito do casamento dela com o João Henrique pra que me desse conta de que ainda tinha um blog. E algumas pessoas dispostas a lê-lo. Na verdade, esse negócio de blogg dá muito trabalho. A Verônica, por exemplo, é tão craque nessa atividade que costumo defini-la como uma mulher de cabeça, tronco e blog. Blogueiro que se dá ao respeito tem muitos seguidores, e eu só tenho uns gatos pingados( todos da melhor qualidade, ressalto) que certamente até desistem de procurar textos novos tal o intervalo que coloco entre uns e outros.
Mas prometo não sumir da raia. Afinal graças ao blog é que posso descobrir que a Ana Luíza se emociona com o que escrevo. Talvez para compensar às vezes em que a irrito quanto falo. E de uma certa forma, compenso a ausência de pessoas queridas que se tornaram mais frequentes como a Neli, a Rosário e a Marisa.
Como um Dom Pedro sem barba, sem cavalo e sem coroa é que lanço meu brado blogueiro: digo ao povo que fico. Acredite quem quiser. Eu, por enquanto, estou acreditando.
Mas prometo não sumir da raia. Afinal graças ao blog é que posso descobrir que a Ana Luíza se emociona com o que escrevo. Talvez para compensar às vezes em que a irrito quanto falo. E de uma certa forma, compenso a ausência de pessoas queridas que se tornaram mais frequentes como a Neli, a Rosário e a Marisa.
Como um Dom Pedro sem barba, sem cavalo e sem coroa é que lanço meu brado blogueiro: digo ao povo que fico. Acredite quem quiser. Eu, por enquanto, estou acreditando.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Dançando com o coração
Ainda bem que uma das madrinhas do lado do altar também chorou. Só assim eu não me senti o maior bestalhão do universo por estar com cara de pastel enquanto todos sorriam. Afinal, era mais do que um casamento de João e Mariana. Era a continuação de uma festa para todos nós que começou quando eles se conheceram. E como valeu a pena. Ver Beto,Dena, Neli, Helena,Ivanildo, Tuca, Guilherme, Pedroca e Fernanda tão próximos, embora vivam mais longe do que deveriam. Ver o Paulinho e a Bel trocarem uma data histórica por uma festa nossa que acabou também sendo deles.
E depois ver tanta gente querida que estava lá por causa do João, por causa da Mariana, por causa dos dois, por causa da gente.
Aquele sábado foi um dos daqueles dias que quando acaba a gente fica com gosto de quero mais. Ver minha mulher iluminada e feliz e a Ana Luiza alegrita(alegre e bonita) me deixou com a certeza de que aquele foi um dos momentos que justificam qualquer momento de chateação incompreendida ou incompreenão chateada que a gente vai encarando pelos tempos.
Não dancei na festa. Não gostava antes não vou gostar depois, mas quem estava lá pode ter certeza que mesmo parado no meu canto, eu estava mergulhado na festa. Estava dançando com o coração. Com todas as batidas e ritmos possíveis.
E depois ver tanta gente querida que estava lá por causa do João, por causa da Mariana, por causa dos dois, por causa da gente.
Aquele sábado foi um dos daqueles dias que quando acaba a gente fica com gosto de quero mais. Ver minha mulher iluminada e feliz e a Ana Luiza alegrita(alegre e bonita) me deixou com a certeza de que aquele foi um dos momentos que justificam qualquer momento de chateação incompreendida ou incompreenão chateada que a gente vai encarando pelos tempos.
Não dancei na festa. Não gostava antes não vou gostar depois, mas quem estava lá pode ter certeza que mesmo parado no meu canto, eu estava mergulhado na festa. Estava dançando com o coração. Com todas as batidas e ritmos possíveis.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Desinventando a vida
Acho que todo mundo, em qualquer lugar do mundo, já teve a sensação de estar nadando contra uma onda que não acaba nunca. Quanto mais força você faz mas fica a impressão de que está no mesmo lugar. E vem a sensação de cansaço que não é físico. E como se seu espírito, alma, ou coisa que o valha estivesse prestes a jogar a toalha. Apesar de tantos anos de vida sinto como se não tivesse caminhado tanto o que se torna um contrasenso para quem se diz cansado. Ou seja, tou além da velocidade: parado.
Nesses momentos, eu que sempre me considerei onipotente, convivo com o sentimento de fracasso por não conseguir ver feliz algumas pessoas que amo. E como se a dor delas fosse uma responsabilidade minha. Mas como ajudar alguém a ser feliz se eu mesmo não estou me sentindo capaz de virar o jogo?
Se me canso espiritualmente com o convívio de companheiros de trabalho que fazem da mediocridade o norte das suas vidas. E que faço eu metido num lugar onde a máxima é tirar o máximo de quem tem o mínimo ? Não estou falando da Receita Federal e sim de um lugar onde o nome de Deus está em todas as bocas, da boca pra fora. E se a volta pra casa não se torna o repouso do guerreiro mas a nau dos insensatos, tudo o que faz você deseja é que ela vire de uma vez pra que você caia fora. Seja pra que lado for.Diante de tudo isso dá uma vontade imensa de chutar o balde, mesmo que a água caia sobre a minha cabeça. Acho que estou perdendo a capacidade de inventar o que coloca em sério risco o personagem que inventei e que carrego comigo ao longo da vida.
"Estive doente
doente dos olhos, doente da boca,dos nervos até,
dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever
eu quero um punhado de estrelas maduras
eu quero a doçura do verbo viver."
"De um louco anônimo"
Nesses momentos, eu que sempre me considerei onipotente, convivo com o sentimento de fracasso por não conseguir ver feliz algumas pessoas que amo. E como se a dor delas fosse uma responsabilidade minha. Mas como ajudar alguém a ser feliz se eu mesmo não estou me sentindo capaz de virar o jogo?
Se me canso espiritualmente com o convívio de companheiros de trabalho que fazem da mediocridade o norte das suas vidas. E que faço eu metido num lugar onde a máxima é tirar o máximo de quem tem o mínimo ? Não estou falando da Receita Federal e sim de um lugar onde o nome de Deus está em todas as bocas, da boca pra fora. E se a volta pra casa não se torna o repouso do guerreiro mas a nau dos insensatos, tudo o que faz você deseja é que ela vire de uma vez pra que você caia fora. Seja pra que lado for.Diante de tudo isso dá uma vontade imensa de chutar o balde, mesmo que a água caia sobre a minha cabeça. Acho que estou perdendo a capacidade de inventar o que coloca em sério risco o personagem que inventei e que carrego comigo ao longo da vida.
"Estive doente
doente dos olhos, doente da boca,dos nervos até,
dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever
eu quero um punhado de estrelas maduras
eu quero a doçura do verbo viver."
"De um louco anônimo"
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Teje preso, teje solto
No mês mês passdo, o covarde assassinato de Sandra Gomide completou nove anos. O criminoso, Pimenta Neves, continua solto por aí, curtindo a vida ao lado de outra mulher que deve achar que a Sandra deve ter feito algo para merecer um tiro pelas costas. Essa, pelo menos, não pode alegar surpresa se levar também um tiro do bandido. Talvez para comemorar tão triste data, o Supremo acaba de colocar Gil Rugai, aquele que matou o pai e a madrasta em liberdade. E como já fez com tantos criminosos como Guilherme de Pádua e Paula Thomás, assassinos da Daniela Peres, certamente vai colocar mais gente desse tipo na rua, convivendo com você no cinema, no shopping, nas ruas. Até o próximo tiro. Diante dessa benevolência da justiça brasileiroa não é difícil de adivinhar que o safado do médico famoso que violentou tantas pacientes esteja breve, de volta à clínica, pronto para continuar a praticar seus crimes que mancharam a classe médica brasileira.
Se fosse o Mercadante poderia colocar minha opinião no mercado e ver se algum Renan da vida pagaria por ela. Mas não dá. Diante desse quadro de impunidade total em todos os campos, só posso sugerir; soltem todos eles, mas antes me botem em cana que é preu não correr risco de vida.
Se fosse o Mercadante poderia colocar minha opinião no mercado e ver se algum Renan da vida pagaria por ela. Mas não dá. Diante desse quadro de impunidade total em todos os campos, só posso sugerir; soltem todos eles, mas antes me botem em cana que é preu não correr risco de vida.
domingo, 16 de agosto de 2009
O filho blódigo
Todo dia eu acordo pensando que vou voltar a escrever no meu blog. Afinal é uma das formas de manter contato com pessoas que me são tão queridas. Só que do pensamento à ação existe uma atividade profissional que nessa altura do campeonato deveria ser bem menor. Afinal, acordar às quatro e meia da manhã, sair para Inhaúma(quem te conhece não te esquece), voltar no final da tarde, dar um oi para o cachorro, levar a mulher pra dar uma volta(epaaa, é o contrário) e retornar ao trabalho agora na agência de notícias esportivas. E ainda guardar um tempo para acompanhar a briga de dois safados(edir macedo x família marinho) numa batalha onde não existem heróis. Só vilões. Ou seja, dormindo quatro a cinco horas por noite e trabalhando 14 horas, vou jogando o blog pra amanhã, pra amanhã.
Bem, o amanhã agora é hoje. Domingo de um incrível céu azul, 20 graus, a caminhada na orla e uma sessão de sol me espera, mas eu agora resolvi dar uma de macho e anunciar: atenção: o meu filho blódigo voltou à vida. Vou retomar prometo porque as coisas estão acontecendo e tem muito palpite pra ser dado. Na vida dos outros, principalmente. Estamos de volta. Apareça quem puder.
Bem, o amanhã agora é hoje. Domingo de um incrível céu azul, 20 graus, a caminhada na orla e uma sessão de sol me espera, mas eu agora resolvi dar uma de macho e anunciar: atenção: o meu filho blódigo voltou à vida. Vou retomar prometo porque as coisas estão acontecendo e tem muito palpite pra ser dado. Na vida dos outros, principalmente. Estamos de volta. Apareça quem puder.
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